Caixinha de Segredos

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Nunca fui uma compulsiva por esmaltes. Sempre fui apaixonada por algumas cores, mas nunca comprava, fazia as unhas na manicure. Porém, há algumas semanas, venho desenvolvendo um certo vício por esmaltes e compro um ou outro sempre que passo em alguma perfumaria.

Mas hoje (exclusivamente hoje) me deparei com um pedaço do Paraíso na Terra e comprei dez esmaltes.

Tudo começou porque percebi que saí de casa cedo demais para o Enem (eram 10h30, a prova era só às 13h, e eu levaria uma hora para chegar no meu local de prova – na Uninove Vergueiro); fiquei me perguntando o que eu faria para o tempo passar mais rápido… Não consegui pensar em nada, não ia ter onde me sentar pra ler meu Amanhecer – que era a minha única fonte de distração…

Ou não.

Quando estava no metrô, me lembrei uma única palavra que resolveria meu dia: “Ikesaki“, pra quem não sabe, é uma rede de perfumarias gigantes que tem tudo o que uma mulher precisa, em termos de estética – um pedaço do Paraíso na Terra, como disse antes; o grande número de pessoas não é nada quando você se depara com a variedade de coisas, só pensa em comprar, sem se importar de ficar esperando em uma das sutis filas até que os produtos nas suas mãos sejam realmente seus.

Eu não sabia exatamente onde a tal perfumaria ficava – me lembro de ter passado pela fachada um dia enquanto meu pai rodava com o carro procurando algum endereço – fui com a minha cara de pau e a vontade repentina de comprar esmaltes.

Só me lembrava daqueles “postes” típicos da Liberdade.

Desci a Rua São Joaquim, fazendo quase o mesmo caminho que já tinha feito duas ou três vezes para buscar uma amiga no cursinho Anglo, e me lembrava de ter visto aqueles “postes” por lá. E estava certa. Sem saber o motivo, acho que por instinto de mulher desesperada por comprar, virei a R. Galvão Bueno, parei em uma lanchonete e perguntei à mulher:

– Por favor… Estou procurando a Ikesaki. Sabe se está perto?

– Ikesaki? O que é isso?

– Uma perfumaria que tem por aqui… grande – foi o que eu disse, pensando Pelo amor de Deus, você trabalha do lado e vai falar que não conhece?!

– Ah, sim. Acabei de voltar de lá. É no fim da rua – disse uma mulher que comia um yakissoba a menos de um metro.

– Ah, obrigada.

E continuei seguindo reto, enquanto a rua ficava cada vez mais lotada de gente.

Cheguei ao meu destino em menos de dez minutos. Entrei. Estava lotada. Mas eu só queria saber dos esmaltes. Não os encontrava. Parei para perguntar a uma atendente, e foi então que eu percebi que tinha um único andar reservado a eles e coisas do gênero.

Por alguns minutos, esqueci que eu tinha uma prova para realizar e não poderia chegar atrasada. Fui rápida, como se os vidrinhos que eu queria estivessem me esperando nos lugares exatos que eu olhava. Peguei alguns porque os que eu tinha em casa estavam acabando e outros porque queria testá-los.

A fila estava enorme, fiquei com medo de deixar todos eles lá e ter de correr para não pegar os portões da Uninove fechados. Mas alguém lá em cima gostava muito de mim e fez com que eu conseguisse chegar ao caixa em menos de meia hora (que era o prazo máximo de espera que tinha estipulado a mim mesma).

E então, foi só inserir a senha do meu cartão e eles eram meus.

Meus recém nascidos.

Meu bebês.


– Novo; apesar de não ser mais inverno, queria ver como esse cimento ficava nas unhas.

– Reposição; também é o mesmo esquema do Jackie, mas gosto tanto dele.

– Novo; minha mãe gosta e ia ficar brava se visse que eu não comprei nenhum que ela gostasse também.

– Novo; vi nas unhas da minha amiga Emily e amei.

– Reposição; comprei semana passada e minha irmã ficou brincando com ele… e acabou.

– Novo; pra passar em cima do Renda.

– Reposição; eu gosto da cor (e estou usando agora), e já tinha passado da metade do outro.

– Reposição; porque é o meu curinga, quando não sei qual passar é nele que eu vou.

– Novo; usei uma vez há um tempo e gostei.

– Reposição; indispensável.

PS: as unhas não são minhas, as peguei aleatoreamente na busca de imagens do Google, mas se uma dessas fotos for sua, o crédito é seu.

E assim acaba a dose de futilidade do dia.

Beijos.